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ADAMI (Luiz Saulo Adami)
Brusque-SC, 21 de fevereiro de 1965.
Seu fanzine Century City News, dedicado às series de cinema e TV “O Planeta dos Macacos” (1968-1976), editado em parceria com Tina Rosa (Maria Cristina Rosa Adami), com quem é casado desde 1985, é a principal referência para os estudiosos ou fãs da série.
Ambos, fundaram o cine clube postal "Planet of the Apes Brazilian Fan Club".
Lançado em março de 1985, o fanzine teve três séries distintas: Century City News” (1985-1987), Century City News - Segunda Série (1994-1995) e Century City News International Edition (1997-1999).
Escritor, é considerado um dos maiores especialistas, do mundo, nas séries de cinema e TV “O Planeta dos Macacos”, tendo sido submetido à sessão de maquiagem coordenada pelo ator e especialista em efeitos especiais de
Hollywood, Bill Blake, em 1999 – usando a face, os cabelos e os figurinos das personagens "Cornélius" e "Caesar", que pertenciam ao ator Roddy McDowall, astro das séries de cinema e da TV “O Planeta dos Macacos” (1968-1974).
Colaborou com os autores dos livros “Planet of the Apes as American Myth – Race and Politics in the Films an Television Series” (Eric Greene, dos Estados Unidos, 1960), “Quando os Macacos Dominavam a Terra” (Eduardo
Torelli, do Brasil, 2001), “Planet of the Apes – An Unofficial Companion” (David Hofstede, do Canadá, 2001), “The Planet of the Apes Chronicles” (Paul Woods, da Inglaterra, 2001), “The Legend of the Planet of the Apes or How Hollywood Turned Darwin Upside Down” (Brian Pendreigh, da Escócia, 2001).
Publicou artigos sobre este assunto em fanzines e revistas do Brasil, Canadá, Estados Unidos, Inglaterra e Escócia. Nos Estados Unidos, foi uma
das celebridades convidadas para a megaconvenção de ficção científica, horror e fantasia "Starcon 98", ao lado de astros e estrelas das séries de cinema e TV "O Planeta dos Macacos", como Booth Colman, Rodn Harper, Linda Harrison, Buck Kartalian, William Smith, Don Pedro Colley e Jeff Corey, em 1998; pesquisou os arquivos pessoais do produtor Arthur P. Jacobs, com a ajuda de sua viúva, a atriz Natalie Trundy, em 1999; em 2001, foi entrevistado pela TV3, de Medford, Massachussetts.
Dramaturgo, participou de festivais de teatro e ministrou oficinas de textos, direção e produção. Premiado em concursos literários nas áreas de poesia, conto e crônica, publicou nove livros: “Cicatrizes” (1982), poemas, contos e crônicas; “Nosso Pequeno Grande Mundo” (1983), poemas, com Tina Rosa; “Elza: Amor e Renúncia!” (1987), novela; “Chorinho” (1989), poemas, com Tina Rosa; “Carimbos e Panfletos” (1989), poemas, com Tina Rosa; “De Que Adiantam Braços Fortes?” (1994), contos, crônicas e poemas; “O único humano bom é aquele que está morto!” (1996, primeira edição), história da série "Ape" – a capa de Vagner Vargas conquistou o Prêmio Nova 1996 como melhor ilustração de arte; “Reserva Particular do Patrimônio Natural – RPPN Chácara Edith” (2002), história da primeira RPPN de Brusque; e “Testemunho de fé – vida e obra do pastor Wilhelm Gottfried Lange” (2003).
É roteirista de documentários em vídeo; roteirista, produtor e apresentador de programas de rádio.
ADOLFO SÁ
Salvador-BA, 21/1/1975.
Este quase jornalista (está concluindo o curso) tornou-se,
em pouco tempo, um dos mais conhecidos fanzinistas do País.
Seu fanzine Cabrunco, que teve a duração de 2 anos (9 edições),
foi um dos mais promissores dentre alguns que lançou, como MauMau,
Marginal, Pulp e N.A.D.A., de vidas efêmeras.
É desenhista e argumentista de Histórias em Quadrinhos, criador de
várias personagens e ótimo articulista.
É fã de fotografia e da cinematografia (inclusive animação).
Tem publicado, na maioria das vezes, em fanzines, todavia, pode ser
encontrado em revistas, como Rock Press (ilustrações).
Seus temas ou inspirações mais importantes vêm de "quadrinhos doidos"
(como ele costuma dizer), mulheres, drogas, mundo cão, lieratura e arte do século XX. Enfim, um homem contemporâneo, sempre alerta com o que o cerca.
AIRTON Marcelino
Ilustrador e cartunista, tem um ótimo estilo, como desenhista de histórias em quadrinhos, e é um excelente criador de argumentos e roteiros.
Publicou, em 1990, pela ICEA Gráfica e Editora, as HQ "Premonição" (Mephisto nº 2) e "O Espelho Mágico", de Gedeone Malagola (Mephisto nº 3).
Para continuar mostrando seus trabalhos tem editado e colaborado com fanzines, como Phobus, de Wilian Leandro de Paula e e Voyeur, de Michèlle Domit.
Ainda, publicou as tiras "O Corvo" e "Intimidade" em jornais e revistas paulistas.
ALEXANDRE SOUZA
Rio de Janeiro-RJ, 1/9/1980.
É escritor e poeta. Seus trabalhos estão
voltados para a liberdade de expressão artística,
contendo uma rica mensagem de cidadania e politização. Justamente
pelo seu caráter firme
e de decisões irreversíveis, só encontrou,
até então, seu verdadeiro caminho nas páginas
dos zines, seja como editor ou colaborador.
Publicou os seguintes fanzines: Arcanum
(o zine das sombras) e foi co-criador de Sombrias Escrituras,
ambos, dentro da linha gótica.
Sua profissão de militar não turvou
sua criatividade e, ao invés de o impedir de exercer suas
atividades de fanzineiro, caminhos que vem percorrendo desde 1999,
acabaram lhe dando substâncias para continuar exercendo esta
atividade, cujo registro se faz nesta publicação.
Sua personagem poética "Arcanum" é
também, sua principal criação, sendo, inclusive,
seu pseudônimo.
ANDRÉ BRIK
Curitiba-PR, 6/4/1972.
Vários fanzinistas começaram, como ele, a partir de alguma fisgada do
"vírus papirus", isto é, mordido pelo "bicho do papel". Assim, por volta
de 1992, quando cursava arquitetura na Universidade Federal do Paraná,
publicou Problema no Sélebro, seu primeiro fanzine.
Nessa época, já criava bons argumentos e já tinha um estilo de desenho
que prenuciava uma carreira promissora, caso estivesse noutro País.
Sua criação “Neusa e Edith” percorreu todo o território nacional nas
asas de suas publicações e nas bocas dos seus leitores.
Suas tiras lembram, ainda que suavemente, as influências que teve de
Quino, Gonsales, Laerte, Angeli e Henfil, dos quais assimilou meandros
e somou-os à sua invejável criatividade.
Publicou, também, em algumas revistas: Metal Brasil (edição
especial de Curitiba) e nos números 2, 3 e 4 de Entropya.
Teve, segundo ele, alguns textos seus, como “Um Dia de Merda”, publicados
num zine eletrônico, creditados a Luís Fernando Veríssimo, passando,
veementemente, a afirmar: “... me levam a defender o fanzine em papel,
onde a autoria dos textos e desenhos é mais respeitada”.
ANDRÉ CARIN
Carangola-MG, 17/9/1969.
Este profissional de Informática e exímio digitador, 2º grau completo, casado e pai de um garoto, começou a se interessar por fanzine no dia em que recebeu, via Correios, um exemplar do Informativo de Quadrinhos Independentes, de Edgard Guimarães. Depois de um breve contato, surgia um novo fanzineiro e sua obra, Fanzine Ilustrado, criando, inclusive, um pequeno clube de aficcionados dos quadrinhos.
Vieram, depois, inspirado na publicação de Edgard, o Múltiplo: um fanzine que publicava duas páginas de cada colaborador, tornando-se, pela grande aceitação, sua principal publicação.
É argumentista e autor da personagem “Adriana Dee” (Agente Laranja), tendo publicado algumas das suas aventuras em parceria com Laudo Ferreira Jr. Muitas delas foram feitas, exclusivamente, por outros desenhistas-roteiristas, de onde surgiu a idéia do fanzine Agente Laranja Especial, lançado, apenas, com HQ desta personagem.
Tem vários roteiros inéditos, esperando que algum desenhista se interesse em quadrinizá-los.
Suas principais influências artísticas foram seriados de TV, quadrinhos nacionais - tanto em fanzines como em revistas -, Emir Ribeiro e sua personagem Velta, Laudo, Márcio Sennes, Eduardo Manzano, Shimamoto, Edgard Guimarães, Michèlle Domit, entre outros.
Acredita que os fanzineiros, de um modo geral, deveriam se unir mais para que se possa eliminar os aproveitadores. Como ilustração, afirma: “...Tem gente que escreve pedindo fanzine e depois que a gente manda, nunca mais dá o ar da graça. Há, também, aqueles que vivem de pedir fanzines grátis; não pensam que as edições dão trabalho para fazer e custam caro, principalmente para aqueles que não têm muitas condições de produzir”.
ANDRÉ DINIZ
Rio de Janeiro-RJ, 5/9/1975.
Iniciou-se como fanzinista ao mesmo tempo em que fazia seus primeiros trabalhos de HQ, com personagens e textos próprios, por volta de 1994.
Seu principal fanzine, o Grandes Enigmas da Humanidade, teve, nas primeiras edições, uma tiragem de 500 exemplares. Era impresso em xerox, no formato “ofício”, com, apenas, oito páginas. Todavia, num curto espaço de tempo, já surgia como se fosse o “primo rico” dos zines, impresso em off-set, com capa em papel cuchê e em duas cores e o miolo em papel-jornal, com tiragens oscilando entre 1000 e 5000 exemplares. Para esta tarefa, incomum aos zineiros, contava com alguns patrocínios, veiculando anúncios de empresas de sua região.
Em 1996, uma edição com mais páginas foi encaminhada a gibiterias e bancas de jornais, fazendo relativo sucesso entre fanzineiros e aficionados das histórias em quadrinhos.
Entre 1997 e 1998, esteve participando de Tiririca em Quadrinhos e O Estranho Mundo de Zé do Caixão, da Taquara Editorial. No ano seguinte, lançou a edição Subversivos (argumento e desenhos seus) - já com o selo "Nona Arte", mesmo antes de ter sido oficialmente instituída a empresa, registrada em 2000 -, tendo como tema a luta armada contra a ditadura militar que se instalou no Brasil em 1964 e terminou em 1984, com a eleição de Tancredo Neves para Presidente da República.
Lançou, em 2000, pela nova editora, “Fawcett” (textos seus e desenhos do saudoso Flávio Colin) e “Subversivos - Companheiro Germano” (textos seus e desenhos de Laudo Ferreira Júnior, arte-final de Omar Viñole).
ASSIS LIMA (Francisco de Assis Ferreira de Lima)
Natal-RN, 10/3/1977.
Embora já desenhasse desde criança, procurou melhorar seus
conhecimentos fazendo um curso de desenho por correspondência.
Sua busca incessante por novos caminhos, cujas veredas o levariam,
mais tarde, à computação gráfica, passaram a ser suas ferramentas para
as edições de seus fanzines. Para se ter uma idéia de sua inquietude,
estudou, também, serigrafia e eletrônica.
Os fanzines surgiram na sua vida em 1997, por intermédio de um amigo,
aficionado, que lhe abriu as portas para este meio alternativo de
comunicação visual. Daí, em pouco tempo, fazendo uma excelente parceria
com seu irmão, Chagas Lima, começou a escrever, a desenhar e a editar
seus próprios fanzines. E vieram vários títulos, como: Erot,
Nova Cruz, Quadro Negro ou Quadro Novo, Coveiro Lenon,
Ímpio, O Mensa e Nunkin, sem periodicidade determinada.
Tem, segundo ele, “apostado mais no texto do que na ilustração”,
cuidando, ainda que sem muita constância, de suas dezenas de
personagens, das quais se sobressaíram: “Ímpio”, “Omensa” e “O Coveiro
Lenon”.
Foi, ao contrário de muitos, influenciado por quadrinhos brasileiros
de terror e europeus. Júlio Shimamoto, Flávio Colin e Aurelio
Gallepine, e o fanzineiro Roberto Hollanda foram os artistas que mais
o sensibilizaram.
Publicou em jornais regionais, como Jornal de Natal e Mensageiro
Potiguar, algumas tiras e ilustrações.
CEDRAZ (Antônio Luiz Ramos Cedraz)
Aprendeu a desenhar observando os quadrinhos que lia, nos tempos em que a garotada se reunia às portas dos cinemas para comprar, vender e trocar gibis. Segundo ele, o “Capitão 7”, desenhado por Getúlio Delphin e Juarez Odilon inspirou-o a criar sua primeira personagem, “Saturno, o Homem-Átomo”, ainda na fase infanto-juvenil.
Seus primeiros desenhos foram publicados no jornal baiano A Tarde, numa seção semanal, do professor Adroaldo Ribeiro Costa, dedicada ao público infantil. Posteriormente, começando a se corresponder com desenhistas e editores – e já fazendo seus próprios fanzines mimiografados –, foi crescendo o seu desejo de se profissionalizar.
Optou, definitivamente, pelo cartum quando conheceu os trabalhos de Maurício de Sousa, por intermédio do jornal paulista Folha de S. Paulo, que era tilizado por comerciantes da sua rua para empacotar produtos.
Depois de muitas colaborações avulsas, de várias tentativas de uma carreira regional e de ter deixado seu nome escrito em alguns periódicos nacionais, lançou a Turma da Pipoca, um gibi para crianças. Trata-se de uma personagem que vinha sendo trabalhada em outros espaços e bastante aceita pelo público infanto-juvenil. Com argumentos, desenhos e arte-final seus, teve a colaboração de Gonçalo Silva Júnior (argumento), Sidney de Carvalho (desenho), Cláudia e Carolina Cedraz (cores) e Cláusio Cedraz (computação).
Em 1987, com José Leônidas R. Pereira, Sidney e Gonçalo, formou a ótima equipe de “A Turma do Joínha”, em mais uma tentativa de veicular suas criações.
Sofreu altos e baixos, suportou as rédeas da censura, e se espôs, por inteiro, nas páginas de jornais, fanzines e revistas ou nos trabalhos feitos para participar de concursos – inclusive dos do tablóide O Pasquim – e de salões e exposições de humor.
Artista talentoso e apaixonado por cartum e quadrinhos, jamais se afastou da rota que traçara. Porém, uma vez, falou, melancolicamente sobre HQ: “O sonho de viver de quadrinhos acabou... Não corro mais atrás.” No entanto, depois desse desabafo já nasceram outras joínhas do cartunismo baiano – e em ótima edição –, como o álbum de tiras A Turma do Xaxado (Editora Cedraz, 19990) e Zé Bombinha, gibizinho de 12 páginas feito para os “Postos TVL”, da Bahia, em 1999.
Seus principais trabalhos comerciais foram: “Pipoca, o Anjo da Guarda”, “Joínha: ‘A Babá de Boneca’”, “Pipoca: ‘Pelos Poderes de Greiscul’”, “Joínha: ‘A Chuva’”, “Pipoca: ‘A Troca’”, “Teobaldo e Sabino: ‘O Presente’”, “Joínha e o Esconderijo” (Turma do Pipoca nº 1, Sisal Editora, 1996); “Xaxado”, “Zé Pequeno”, “Marieta”, “Arturzinho”, “Padre, o Saci...”, entre outros, publicados em A Turma do Xaxado, pela Editora e Estúdio Cedraz.
CELSINHO (Celso Antônio de Almeida)
Itapetininga-SP, 15/3/1967.
Começou a se interessar por fanzines por volta de 1992, encarando-os como sua principal forma de expressão artística, em parceria com seu amigo José Cláudio (Batata), no zine Epidemia, cujos objetivos eram abordar temas culturais e valorizar alguns talentos de sua região.
Seus principais destaques nessa área foram os workshops de fanzines, shows de Hip Hop, catira, cururu etc., e mostras no "Dia da Consciência Negra", realizados no Centro Cultural da cidade.
Esses trabalhos de incentivo à leitura e às artes, principalmente dirigidos a estudantes do ensino fundamental, seguiam uma linha didática vinculada ao fanzinismo, cujos frutos se materializariam no Villaça Zine, frutos de sua abnegação e de seu companheiro Laércio Freitas.
É cartunista e argumentista. Seus trabalhos são publicados, também, em jornais da região e no seu mais cultuado fanzine, o Esclerose.
Com Cláudio, criou as personagens da série “Sangue da Rua”, publicadas em Epidemia.
Na sua incessante luta pela cultura no mundo alternativo, recebeu, três vezes, nas categorias "charge" e "tiras", o “Troféu da Associação dos Jornalistas e Radialistas de Itapetininga e Região" (AJORI), sempre figurando entre os classificados de vários salões, como os de Catanduva (SP), de Vitória (ES) e Volta Redonda (RJ).
CRIS (Cristiane do Carmo Santos)
..., 11/7/1974.
Teve uma infância simples mas rica em conteúdo artístico. Aos 11 anos de idade já se iniciava nas tramas da poesia, mas sempre se interessando por temas políticos.
Em 1991 começou a se integrar ao mundo underground , particpando de palestras, passeatas debates e de fanzines, como Sonidos, Ruídos y Ideas , Ressonância Literária, entre outros. Nos anos seguintes ingressou na Juventude Libertária,Anarquistas Contra o Racismo e Coletivo Altruísta. Nessa época, já publicava o zine Sobrevivência, com pautas como política, música, poesia, divulgação de bandas, com cerca de 200 exemplares, com correspondentes fixos.
com os amigos Karem Daisy, Mauri, Jean, Paulo, Bárbara, diego, Mário Sno, Joelma e seus respectivos fanzines formou a cooperativa CNC (Cooperation Not Competition), onde promoviam debates, shows, com bandas de vários Estados.
Participou de várias mostras de fanzines, em Mariano (PR) e Aracaju (SE), nas suas universidades federais.
Depois de 4 anos de luta, o Sobrevivência não sobreviveu. Sua autora, hoje, anda muito ocupada com seu trabalho na área da saúde e com sua família. Tem uma filha. Para o seu deleite, restaram-lhe, tão-somente, a poesia... E as recordações de um tempo que valeu a pena ter vivido.
DARLEI NUÑES
Porto Alegre-RS, 28/12/1963.
Formado em Educação Física (sua principal atividade: Personal Trainer,
em academias e clubes de Porto Alegre), em Publicidade e Propaganda,
com pós-graduação em Marketing.
Foi casado e tem uma filha.
Sempre buscando novos rumos e ramos, fez vários cursos na área de
desenho, HQ e computação gráfica, no mesmo período em que estudava na faculdade
de Publicidade, por volta de 1985.
Publicou vários fanzines, com personagens suas, todos dentro do gênero super-heróis, como OS PROTETORES, COMANDO JUSTIÇA e o ALMANAQUE WHAM!, atuando como argumentista e desenhista.
"OS PROTETORES" (1983), "VIGILANTES DO VERDE" (1989), "DESAFIADORES" (1990),
"ESQUADRÃO C.A.O.S." (1994) e "COMANDO JUSTIÇA" (1997), este uma "releitura" de
personagens clássicas das HQ brasileiras, como o "Capitão 7", "Raio Negro", "Hydroman", "SuperArgo", "Judoka", "Fikon" e outros, são suas principais criações.
Foi influenciado por grandes mestres, como John Byrne, George Pérez e
John Buscema, e por alguns, como Carlos Pacheco, Dan Jürgens e os John Romita (pai e filho).
DÉDY EDSON (Edson Sespede)
São Paulo-SP, 17/9/1937.
Tem uma cultura variada, construída na sua vivência profissional e artística, ultrapassando o que se poderia considerar os limites do aprendizado escolar (tem, apenas, o 1º grau, completo), provando que a cultura, como a inteligência, indepede da escolaridade. Descontente com os ensinamentos impostos e meramente curriculares, estudou, por conta própria, cinema, teatro, televisão e, até, dança de salão (da qua é professor), indo sempre a fundo nas suas pesquisas.
Sua fluência verbal o ajudou na profissão de Vendedor, abrindo-lhe alguns caminhos. Por volta de 1980, um desses atalhos o levaria a se interessar por fanzines. Nascia, naquela década, um dos zines brasileiros mais conhecidos no exterior: O Universo do Fantasma.
Embrenhando-se pela selva do “Espírito-que-anda”, tornou-se o seu pesquisador e colunista mais requisitado e consultado do planeta.
Publicou em diversas revistas e gibis, como Fantasma (Nova Sampa), Fantasma (Saber), Fantasma Gold (Ópera Graphica Editora), Friends of the Phantom (USA), Bild & Bubbla (Suécia), entre outros.
É divorciado e tem dois filhos.
Pode ser visto no seu site: www.fantasma.fanclube.nom.br.
DENILSON REIS
Alvorada-RS, 16/7/1968.
É professor, formado em História pela UFRGS (Universidade Federal do Rio Grande do Sul); é casado e tem dois filhos: Henrique e Fernanda.
Seu interesse pelos fanzines começou a partir do momento que teve uma carta publicada em revistas de heróis da Editora Abril, em 1987, e, o quadrinista-fanzinista Joacy Jamys lhe escreveu incentivando-o a publicar seu próprio fanzine. O nº 1 saiu em dezembro do mesmo ano, seguindo-se de outros números e outros zines, como Tchê, que publica o melhor do quadrinho nacional alternativo, o Arquivo, com reportagens de quadrinhos publicadas na imprensa do RS, e Rouge, de cultura geral, principalmente música alternativa, poesia e crônicas, além de O Muro (informativo).
Participou de um trabalho coletivo, no início da década de 1990, com Alexandre Doeppre e Gervásio Santana, fato que gerou três edições do fanzine Quadrante Sul.
É autor de alguns roteiros de HQ, inclusive, com sua personagem “Bruce, o Exterminador”.
Continua editando seus fanzines e escrevendo artigos sobre música, quadrinhos e História, embalado por rocks e /I>blues, saídos de sua guitarra (é um dos componentes da banda “Fluxo Urbano”).
DEODATO BORGES FILHO (Deodato Taumaturgo Borges Filho)
Campina Grande-PB, 23/5/1963.
Filho do desenhista, jornalista, radialista, roteirista e criador de "Flama" (série de aventuras editados na radiofonia nacional), é, também, um grande escritor, criador de personagens e quadrinista de altíssimo nivel, consagrado pelo mercado americano.
Em 1978, com 15 anos, criou e desenhou suas primeiras personagens e HQ: "Ninja" em "Missão: Matar Shifazum", com roteiros de José Augusto, publicada em fanzines paraibanos no ano seguinte.
Por volta de 1980 começa a publicar charges e cartuns nos jornais A União, "Correio da Paraíba" e "O Norte". Em 1984 publica o cangaceiro "Carcará" (criado por Emir Ribeiro), em sua primeira revista independente "HQ". Ainda em 1984, com roteiros de seu pai, foram publicado os álbuns: "3000 Anos Depois" e a saga "A História da Paraíba" em quadrinhos. Nos anos 90, formou-se em comunicação pela UFPB, e participa do XIII Salão Internacional de Angoulême, na França. Depois trabalhou por algum tempo como diagramador e desenhista nos jornais da Paraíba, publicando trabalhos na Bélgica, França e em Portugal, onde lançou o policial futurista "Leo Protheus".
Em 1991, através do agenciamento da empresa Art & Comics, publica a HQ "Santa Claws" e desenha "Lost in Space" e "Beauty and the Beast", todas pela Innovation Comics e baseadas em séries de TV. Depois publicou "New Miracleman", com roteiros de Fred Burke pela editora Malibu. Na Continuity, editora de Neal Adams, desenhou "Hibrides", com arte-final de Adams. Na DC Comics desenhou a "Mulher-Maravilha" e para a Image, "Glory". Para a Marvel Comics desenhou "Os Vingadores", "Thor", "Hulk" e a revista mensal de "Elektra".
DUTRA ALVES
Campinas-SP (... 1952)
Tem formação educacional superior, além de outros cursos livres, como Modelo Vivo (Faculdade de Belas Artes, 1971), com Antônio Carelli, com Carlos Jardim (1971), Joalheria Tradicional, com Bobby Stepanemko, Marketing Cultural, com Kavantan.
Profissão: Artista Plástico.
É casado e tem dois filhos.
“Herdou” do seu pai, que sempre trabalhou em jornais, inclusive no Diário Oficial, e tendo seu irmão mais velho trabalhado como linotipista, não pode esconder sua vocação às artes gráficas e, para ganhar a vida, trabalhou como paste-up, diagramador e ilustrador, deixando suas impressões digitais em jornais e revistas dos portes de: Jornal da Tarde, O Estado de S. Paulo e a revista Visão, entre 1975 e 1987.
Participou de dezenas concursos e de salões de humor, dos quais se destaca o jornal nipônico Yumiroshimbum, de Salões de Maringá (PR), Piauí, Belo Horizonte (MG) e de Volta Redonda (RJ).
Montou duas individuais de Desenhos e Caricaturas em Guarulhos (SP).
Começou a participar de fanzines quando foi convidado por um amigo a escrever uma crônica no zine Temporal (depois, Brisa 2000), fazendo suas próprias ilustrações, publicando caricaturas dos principais candidatos a Prefeito de Guarulhos (SP).
É argumentista, roteirista e poeta, e ministra, em seu atelier, aulas de desenho e pintura.
EDDIE (Edvan Bezerra)
Paulo Afonso-BA, 2/11/1967.
Já estava saindo da adolescência quando conheceu o fanzine. Veio-lhe, então, o desejo de editar o seu, todavia, como não conhecia os processos editoriais desta modalidade literária, somente algum tempo depois se decidiu. E vieram Sill, Blackout, Comando UFO e Fantazine (mangá erótico), sua mais recente publicação, revelando toda a sua luta em se tornar profissional das HQ nos ótimos traços e nas composições quadro-a-quadro.
Como escritor e autor, é “pai” de várias personagens e histórias, a maioria permanecendo inédita.
Sua maior influência, segundo ele, foi o imortal Alex Raymond: “... Eu viajava nos desenhos dele... Ele é o melhor, não tenho dúvidas...!”, afirma.
Tem um belo estilo, trabalhando com claros-escuros ou nos extremamente claros, como em sua nova fase mangalesca.
Sua cultura geral parece estar além de sua escolaridade (2º grau), sobretudo nas áreas das artes e da literatura.
Atualmente, graças aos fanzines, trabalha com HQ para o mercado nacional, mas, como não poderia deixar de ser, sempre de olho no exterior.
É gráfico profissional, casado e tem uma filha.
EDGAR FRANCO (Edgar de Souza Franco)
Ituiutaba-MG, 1971.
É considerado uma das mais inteligentes cabeças do mundo zinístico nacional,
mormente por seguir um estilo que, freqüentemente, põe seus temas e traços entre a filosofia, a crença e a fantasia.
Fez Mestrado em Multimeios (Universidade de Campinas-SP), é professor (leciona na faculdade de arquitetura da PUC-MG, Unidade Poços de Caldas)
e artista plástico, cujos caminhos vêm sendo percorridos há mais de uma década, pari passu com os fanzines e os quadrinhos.
Já publicou, também, em revistas de grande circulação, como: Metal Pesado, Brazilian Heavy Metal, Nektar, Fêmea Feroz, Mephisto (Alemanha), The Zone (Inglaterra), Infinity Tales (EUA).
“Fetal Sapiens”, uma das suas ótimas criações, reporta-se a uma completa
reflexão sobre o conhecimento inato; “Limites”, outra obra bastante
comentada, que trata da solidão e da carência do ser. “O Pesadelo da Egolatria” é outra excelente obra sua.
Veja mais detalhes de sua rica atividade em www.geocities.com/ritualart.geo.
EDGARD GUIMARÃES (Edgard José de Faria Guimarães)
Brasópolis-MG, 21/3/1964.
Engenheiro eletrônico, professor universitário, desenhista, argumentista e editor independente, tendo publicado algumas obras especiais, como “Rubens Lucchetti & Nico Rosso”, “Fanzine”, os livros “Desenquadro”, “Na Ponta da Língua” e “O Escroteiro Entrevistado” (desenhos de Laudo).
Participou de exposições coletivas em São Paulo, Santo André, São José dos Campos, Piracicaba, Curitiba, Araxá e Havana (Cuba).
Desde 1979, vem colaborando com fanzines, edições independentes e revistas de bancas, como cartunista, ilustrador, quadrinista e articulista, deixando sua marca em Historieta, Opinião, Pica-Pau, 8 Arte, Jornal da Gibizada, Fanzim, Nhô-Quim, Overdose, Mutação, PolítiQua, Prismarte, Zona, Múltiplo, Bedelho, Voyeur, Rhino, Top!Top!, Fêmea Feroz, Fã Sim-HQ, Mestres do Terror, Circo, Piratas do Tietê e Superalmanaque Astronauta, Horror Show, Show Mix, Top Comics, Bad Girls, Comix Magazine, Saciedade dos Poetas Vivos (vol. IX), Del' Secchi, (vol. IV, VI, VII e IX), com quadrinhos poéticos, Humor Brasil 500 Anos, 2001, uma Odisséia no Humor e Humor pela Paz (edições cooperadas da Virgo) e As Histórias em Quadrinhos no Brasil - Teoria e Prática.
Sua carreira de editor teve início em 1982, com PSIU. Depois, vieram PSIU Mudo (especial), Deus, Eco Lógico, PSIU 13 Anos, até chegar no premiadíssimo IQI (mais tarde, QI), em 1993, tendo, por este trabalho, recebido os troféus “Risco” (Melhor Fanzine Especial. em 1988), “Jayme Cortez” (Incentivo aos Quadrinhos: 1993, 1994, 1995, 1996 e 1999), “Angelo Agostini” (Melhor Fanzine: 1995, 1996, 1997 e 1999).
Tem sido um dos mais requisitados palestrantes e debatedores da 9ª Arte e publicações independentes, em vários Estados brasileiros, dentre eles, Porto Alegre, Jaboticabal, Santos, São Paulo, Rio de Janeiro, Curitiba, Piracicaba, Araxá, Recife, Belo Horizonte e Manuas.
É membro da Academia Brasopolense de Letras e História.
EDSON GUEDES (Edson Carvalho Guedes)
Januária-MG, 20/7/1967.
Autodidata, desenvolveu sua apurada técnica pesquisando os trabalhos dos grandes mestres do passado, e, obviamente, na leitura, apaixonada, de histórias em quadrinhos.
Caricaturista nato, tem uma enorme facilidade em apreender os traços fundamentais e expressões fisionômicas das pessoas que "retrata".
É pintor e domina a trilogia "óleo-guache-nanquim".
Seus trabalhos têm sido feitos como free-lancer, em publicidade e ilustração.
Contatos: edsguedez@ig.com.br.
EDSON RONTANI
Piracicaba-SP (23/3/1933-24/2/1997).
Seu interesse por fanzines nasceu muito antes dessa publicação
underground ser conhecida no Brasil. Portanto, por volta de 1941,
quando ainda copiava e escrevia HQ baseadas em Superman e Batman,
surgiram suas primeiras manifestações fanzinísticas, tornando-se,
a partir de 1965, com Ficção, o primeiro fanzinista brasileiro; uma publicação dirigida a colecionadores de de gibis. Os 300 exemplares, com 32 páginas, foram feitos a mão e copiados num mimeógrafo, único meio rápido e barato de reprodução na época. Foi reeditado na década de 1980, e em 1995 relançado pelo Comix Club em comemoração aos seus 30 anos de publicação.
Ao longo de sua vida, conseguiu reunir mais de 100 mil revistas, principalmente as nacionais dos anos 40.
Formou-se em direito pela Universidade Metodista de Piracicaba.
Ávido por conhecimentos, estudou pintura e desenho (artístico e técnico).
Suas principais influências artísticas foram: Bob Kane (1916-...),
criador de “Batman”, Joseph Shuster (1914-31/5/1992) e Jerome Siegel
(1914-30/1/1996), autores de “Superman” e Alex Raymond (“X-9”, e
“Flash Gordon”).
Teve trabalhos publicados em âmbito nacional em veículos importantes, como capas de Folhinha de S. Paulo (tablóide da Folha de S. Paulo),
A Folha, Folha de Piracicaba, A Tribuna de Piracicaba,
Jornal de Piracicaba, O Diário de Piracicaba, entre outros, inclusive da capital, e em algumas revistas, como Mirante e Galeria, de Piracicaba, entre 1950 e 1990, com várias personagens suas. Fez, também, duas capas para a EBAL (Batman e Superman).
Deixou, além de sua invejável biografia, sua mulher e seus três filhos
homens; um deles, Edson Rontani Júnior, é continuador de seu intercâmbio, via internet.
Apesar de sua formação de professor, contador e advogado, não exerceu
estas funções. Desde pequeno, preferiu a área artística. Criou e desenhou
alguns personagens, publicadas na imprensa de sua cidade. Sua criação
mais marcante foi o “Nhô Quim”, personagem-símbolo do Esporte Clube XV de Novembro, de Piracicaba.
Montou, no início dos anos 50, uma escola de desenho na praça José Bonifácio, em Piracicaba, motivo que o deixaria realizado. Nessa época, já era artista plástico (desenho, caricatura, charge, escultura e ilustração).
Participou de exposições dos Salões de Belas Artes de Piracicaba, entre 1963 e 1991, obteve Menção honrosa no XIX Salão e esteve noutros salões de São Paulo e do Rio de Janeiro.
Foi, também, radialista e radioamador.
Dedicou seus quase 64 anos de vida à vida cultural de Piracicaba. A coluna "Você Sabia?", que editava no "Jornalzinho", suplemento infantil do Jornal de Piracicaba, foi um dos seus primeiros expositores.
Manteve-se, sempre, como desenhista técnico da Secretaria Estadual de Agricultura, exercercendo suas outras funções como hobby.
Entre 1974 e 1976, realizou na Pinacoteca Municipal, o Salão de Caricaturas de Piracicaba, já prenunciando a vocação piracicabana para o humor gráfico, tornando-se, desde então, o berço do humor nacional. Expôs, nesse período, suas charges e caricaturas, com outros cartunistas que, hoje, são conhecidos no Brasil e no exterior, como Rudinei Bassete (atual presidente da Emdhap). "O Mural", como foi batizado o evento, expunha, semanalmente, os trabalhos dos cartunistas, caricaturistas e chargistas, na Galeria Brasil.
Em 07/10/98, a Secretaria de Ação Cultural prestou uma homenagem ao artista, inaugurando a "Sala Edson Rontani", localizada no Teatro Municipal Dr. Losso Netto. O espaço fica entre os camarins e o palco da sala um do teatro, e serve de concentração dos artistas e dos membros da produção dos espetáculos.
EDU MANZANO (Eduardo Manzano)
São Paulo-SP, 12/4/1972.
Artista do traço e das tramas, continua em ampla ascensão.
Estudou Desenho Artístico e Publicitário na escola Recriarte, especializando-se em Histórias em Quadrinhos.
Ciente de sua importância no contexto fanzinístico brasileiro, vem se preparando para uma carreira internacional, cujos frutos se apresentaram em algumas colaborações para as revistas La Bouche du Mounde (França), Tintas & Traços (Portugal), Fantastic Spew (Suíça) e Shoking Stuffers (Itália), países que conheceram obras como “Twillight Warriors” (Inglaterra) e “Zarah, Princess of War” (Estados Unidos).
É publicitário, professor de desenho, argumentista, quadrinista e ilustrador.
Estreou no mundo fanzinístico em 1994, despertado por um anúncio veiculado na extinta revista Chiclete com Banana, dele jamais se afastando, tornando-se um dos mais conhecidos do País.
Publicou os fanzines: Shock, The Scream, A Arte de Eduardo Manzano, Mídia Xerox, Rimas Negras e Poeróticas e Imperfeito e Infinito. Editou, em 1999, o menor zine do mundo, o The Big Zine (25mmx20mm), lançado no Colectivo Phanzinex, de Portugal.
São suas principais influências os movimentos clássico e renascentista e os desenhistas Watson Portela, Lourenço Mutarelli, Júlio Shimamoto (que o levaria a criar a técnica que chamou de “Scrapper Art”, utilizando-se de xilografia), Emir Ribeiro, Alan Moore, Neil Gaiman, H.R. Giger, Boris Vallejo e John Buscema.
Participou, a convite da “1ª Mostra Internacional de Fanzines”, de São Paulo (2000), debatendo sobre o mercado de quadrinhos no Brasil, e, em abril do mesmo ano, da “Mostra de Fanzines de São Paulo”, comentando o seu trabalho com outros artistas e convidados, como Mutarelli e Laerte.
É autor sas ilustrações e da capa do CD “Jogos de Armar”, de Tom Zé, e teve alguns trabalhos publicados na revista Top! Top! nº 2, da Editora Marca de Fantasia (Paraíba, 2000).
(edumanzano@ig.com.br).
FLÁVIO CALAZANS (Flávio Mário de Alcântara Calazans)
Santos-SP,...1962.
É artista multimídia: professor universitário (Universidade de São Paulo, desde 1995), doutor e consultor de comunicação, autor de HQ, artista plástico,
entre outras coisas, e fanzineiro.
Como um dos fundadores do "Grupo de Trabalho 'Humor e Quadrinhos'" (Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação), recebeu ótimos comentários da imprensa nacional.
Para mostrar sua criatividade já bastante represada, fundou, em 1979, o fanzine Barata, um dos mais conceituados e de maior logevidade em circulação no Brasil.
Publicou dezenas de livros, ensaios e textos diversos, cujos grandes frutos foram vários prêmios. "Propaganda Subliminar Multimídia", lançado pela Summus Editorial, foi, quiçá, sua obra mais comentada.
Continua atuando como pesquisador de Histórias em Quadrinhos.
Sua vasta e riquíssima biografia está exposta no seu site "Midiologia e Arte": www.calazans.ppg.br
GAZY ANDRAUS
Ituiutaba-MG, 11/1/1967.
É formado em Educação Artística pela FAAP (Fundação Armando Álvares Penteado), Mestre em Artes Visuais pelo Instituto de Artes da UNESP (Universidade Estadual de São Paulo), com a dissertação "Existe o Quadrinho no Vazio entre Dois Quadrinhos? (ou: 'O Koan nas Histórias em Quadrinhos Autorais Adultas')", e, atualmente, doutorando em Ciências da Informação e Documentação pela Escola de Comunicação e Artes da Universidade de São Paulo; é bolsista do CNPHQ (Núcleo de Pesquisas de Histórias em Quadrinhos, da mesma universidade) e professor da FAAP.
Autor e pesquisador de histórias em quadrinhos, começou a publicar no fanzine Barata, e depois em diversos outros como Matrix (premiado como melhor fanzine na I Bienal de HQs do Rio de Janeiro), Ideário, Mandala, La Bouche du Monde (França), Vôo da Águia e Traços e Tintas, ambos, de Portugal.
Publicou ainda nas revistas Fêmea Feroz, Metal Pesado nº6 e Brazilian Heavy Metal. Seu álbum mais recente é Ternário M.E.N., editado pela Marca de Fantasia, de Henrique Magalhães.
Co-editou com Edgard Guimarães os álbuns: Homo Eternus, Convergência, HQ2, Solos, Sacro-Conquistador, entre outros, e com Edgar Franco Irmãos Siameses.
Artista em plena atividade, dentre as quais se destacam a exposição "Alma HQ", com 40 trabalhos, de 16 de março a 16 de abril de 2004, na Gibiteca Bigail, de São Vicente-SP, e a palestra, no dia 6 de abril no "1º Ciclo de Palestras 2004, da Secretaria de Cultura da mesma cidade, quando dissertou sobre seus estudos e pesquisas de "Fanzines e a HQ Independentes.
GLAUCO MATTOSO (Pedro Silva)
São Paulo-SP, 1951.
Começou como fanzinista em 1977. No início da década de 1980, publicou o fanzine poético-satírico Jornal do Brabil, passando, então, a participar de outras publicações alternativas, como Lampião, Chiclete com Banana e O Pasquim.
Com a perda da visão, foi abandonando a criação de cunho visual (concretismo, quadrinhos) para dedicar-se às letras de música e à produção de discos.
Na continuação de sua trajetória literária, manteve-se fiel às sua origens ousadas, lançando livros de poesia, especialmente de sonetos, destilando odores, palavrões, sexo, sadomasoquismo e nojeiras altamente repugnantes, extraindo poesia do lodo. Paradoxalmente, com seus textos extraordinários, deixando transparecer a beleza da sua poesia. "Paulicéia...", de 1999, lançado na livraria "Futuro Infinito" (São Paulo-SP) é um desses exemplos.
Sua mais conhecida obra é "O Pedólatra", quadrinizada pelo excelente Marcatti.
É portado de um glaucoma congênito que terminou levando-o, gradativamente, à cegueira. Daí, o trocadilho que fez para montar seu pseudônimo.
GUAZZELLI (Eloar Guazzelli Filho)
Vacaria-RS, 13/11/1962.
Ilustrador, cartunista, quadrinista e escritor.
Sua vida artista foi contruída, praticamente, em torno de concursos e salões de HQ e humor. Tornou-se, desde as suas primeiras participações num dos mais premiados artistas brasileiros. Esteve exposto em várias edições do "Salão Internacional de Humor de Piracicaba" e premiado em 1991, 1992 e 1994, na categoria Quadrinhos; na "II Bienal Internacional de Histórias em Quadrinhos do Rio de Janeiro" (1993), "HQ Mix" (1994) e "XXII Yomiury International Cartoon Contest" (12/12/2001).
Nas suas investidas alternativas, editou a revista Kamikaze e é um dos co-editores da revista Front, esta, publicada pela Via Lettera.
Desde o início da década de 1990, vem colaborando com edições de circulação nacional e internacional e com publicações independentes: Dundum, Mil Perigos, Animal, Fierro (Argentina), Lapíz Japonés (Argentina), Ojo Clinico (Espanha).
Atualmente residindo em São Paulo, tem, além de feito trabalhos inerentes às suas atividades artísticas, participado de encontros, palestras e debates hagaqueanos.
Daniel HDR
Porto Alegre-RS, ...
Formado em Publicidade e Propaganda, desenha profissionalmente desde os 14 anos.
Aos 26 anos, completados em 2001, passou a desenhar a saga de "Digimon" para o mercado americano, uma publicação da editora Dark Horse. Sua entrada nesse mercado se deu em 1995.
Assinou outros trabalhos importantes, como as histórias de "Sonja" ("Red Sonja - Scavenger Hunt"), de "Conan", e das personagens "Lady Supreme" e "Glory".
HENRIQUE MAGALHÃES (Henrique Paiva de Magalhães)
João Pessoa-PB, 17/8/1957.
Fez Mestrado em Ciências da Comunicação, na Universidade de São Paulo, e Doutorado em Sociologia, na Universidade Paris 7. Continuando sua trilha cultural, estagiou em Cinema na UFPB e na Association Varan, de Paris, é jornalista e leciona na Universidade Federal da Paraíba.
Começou a se interessar por fanzine no início da década de 1980. Antes, porém, já editava suas próprias criações, mais próximas das revistas independentes do que dos fanzines.
Sua maior criação, como argumentista e quadrinista é “Maria”, tiras, que se somaria a “Macambira”, “Rico”, “Maçola” e “Averaldo”, de grande aceitação, publicadas nos jornais paraibanos O Norte e A União, em Pernambuco e em alguns semanários de Portugal.
Seus principais influenciadores foram Henfil e Quino, seguidos de Angeli, que, segundo ele, exerce grande influência sobre seu trabalho.
É um dos mais conhecidos e bem sucedidos editores alternativos do País, tendo fundado sua própria editora, a Marca de Fantasia, de onde saíram vários títulos, dos quais se destacaram Marca de Fantasia, Nhô-Quim e Top! Top!
HUGO (Hugo Leta)
São Paulo-SP, 6/9/1974.
É cartunista, argumentista e criador de personagens, destacando-se “Tripé”, com temas - como ocorre na maioria das suas tiras e HQ curtas - eróticos ou pornográficos de humor.
Desde os 14 anos de idade, nos tempos do colégio, vem se interessando por fanzine, cujos resultados seriam os títulos publicados: Melancia Atômica (1988), Alta Tensão e Sucata (1990), Ebonite (1997), Giló (1998) e Papai Noel (1998).
No seu ótimo currículo constam um diploma universitário e os cursos de Marketing e Informática, ferramentas que o levariam a se profissionalizar como vendedor.
Bastante influenciado por Marcatti, Lourenço Mutarelli, Laerte, Robert Crumb e Calazans, procura seus próprios caminhos para que as marcas dessas inspirações não deixem dúvidas do seu talento nato.
IVAN CABRAL
Areia Branca-RN,...
Começou a desenhar quando ainda criança,
copiando desenhos de gibis e rabiscando todo papel que tinha à mão.
Na adolescência manteve contato com o GRUPEHQ (Grupo de Pesquisa
em História em Quadrinhos), levado pelo professor Walfredo Brasil
(o Dom Lucas), matemático, pesquisador e incentivador de quadrinhos,
quando teve a oportunidade de conhecer artistas e aprender as técnicas
dos profissionais. Nessa época, começou a publicar em
Maturi - o menor fanzine do Brasil.
O primeiro trabalho na imprensa surgiu em 1983, quando substituiu
o chargista Edmar Viana no Diário de Natal, durante 3 meses.
Em 1987, substituiu o chargista Cláudio Oliveira na Tribuna do Norte,
e em 1988 inicia a publicação de charges no Diário de Natal, ocupando
a vaga deixada pela dupla Edmar/Everaldo.
Desde então, tem evoluído na técnica e na elaboração de suas charges,
fruto da convivência e do aprendizado com o chargista Cláudio Oliveira.
Em 1991 lançou, em parceria com Edmar, Cláudio e Emanoel Amaral
o livro "(J)á Era Collor".
Foi premiado em vários salões de humor:
- 1º lugar em "Charge" e "Prêmio Júri-Popular" no Salão da Unacon
(Brasília-DF), 1997;
- 1º lugar em "Charge" no Salão de Volta Redonda (RJ) de 1997 e 1998;
- 2º lugar em charge no Salão de Humor de Natal (RN), 1999.
Colaborou com a galeria sobre os jogos olímpicos do site de
cartuns italiano "Fano Funny".
JOACY JAMYS (Joacy Jamys Nascimento e Souza)
Rio de Janeiro-RJ, 9/10/1971.
Casado, 2º grau completo e pai de um garoto.
Ilustrador, cartunista, artista gráfico (design), argumentista-roteirista, letrista, artefinalista, poetacrítico e professor de quadrinhos e punk, articulista, tradutor, pesquisador e promotor de eventos. É autor de mais de 300 HQ e dezenas de personagens e contos, como “Dronn, o Mercenário” (ficção científica), “Contos fictícios” (série de 35 HQ), “Delírios Absurdos”, “Contos Bucólicos para Ouvir”, “Praias de São Luís”, “Histórias Tristes de Pessoas que Não Sabem Para onde Vão”, “Histórias de Pessoas que Bebem” e “Kid”.
Começou a editar fanzines em 1986, consagrando-se, em pouco tempo, como um dos mais respeitados fanzinistas brasileiros. Desde então, foi responsável por uma verdadeira enxurrada de publicações: Legenda (de ótima diagramação e bastante eclético), Legenda Comix (com material internacional não-pirateado), Grito (poesias existencialistas, desenhos e colagens), Grito Punk (pioneiro gênero), Não Sistema! (coletânea de suas tiras cômicas, publicadas em zines e revistas), SingularPlural (almanaque-zine de quadrinhos), SingularPlural Revista, Fúria (gibi), Fusão (gibi), Liberdade de Expressão (zine), Sociedade dos Mutilados (almanaque-zine, extinto, de "Rock underground", com bandas nacionais e extrangeiras), Anarco! (do movimento anarcopunk) e Libre! (informativo anarcozine da União Libertária do Maranhão).
Com Iramir Araújo, reuniu alguns fanzinistas locais (havia se mudado do Rio Grande do Sul para São Luís) e fundaram o Grupo de Risco, lançando SingularPlural e as citadas revistas. O grupo foi responsável por palestras, workshops, exposições de HQ.
Participou de exposições e concursos de salões nacionais de humor, recebendo “menção honrosa” no “Salão de Humor de Volta Redonda” (1994).
Tem trabalhos publicados nas revistas Fêmea Feroz, Nektar, Barata Especial, Mais!, Tyli-Tyli, Mandala, Tmeo, O Bobo da Corte, Níquel Náusea e Ervilha.
De seus quadrinhos destacam-se “O Velho Farol” (Ervilha nº 1, Editora Panacea, 1996); “Enquanto o Passado Não Chega”, lápis de Rômulo Freire, arte-final de Ângelo Ribeiro (Fusão nº 1, SingularPlural, 1997); “Trevas”, lápis de Beto Nicácio, arte-final de Ronilson Freire e Nicácio (Fusão nº 3, 1998).
Produziu a edição especial Legenda 15 Anos, uma coletânea de seus trabalhos).
JOBE (José de Oliveira Barros)
Valença-RJ, 24/5/1967.
Desde a infância vem desenhando, tendo se dedicado às histórias em quadrinhos a partir do seu primeiro contato com os gibis de super-heróis.
Mesmo tendo como meta principal ser um desenhista de HQ, demorou bastante a se mostrar nos fanzines, iniciando-se, praticamente, no zine Aventura com a história de ficção científica "Caçanda", influenciado pelas publicações européias.
É um dos que andam sumido do mundo underground.
JODIL (Joás Dias de Lima)
Catende-PE, 11/1/1950.
Viveu parte de sua infância e até os 21 anos de idade em Bezerros-PE, há pouco mais de 2h de Recife, onde estudou desde o ensino fundamental até o Curso Técnico de Contabilidade.
Mudou-se para a capital de São Paulo em 23 de dezembro de 1973, passando a trabalhar, no ano seguinte, na Folha de S. Paulo como "past-up". Nessa época, estudou, na Escola Panamericana de Arte, com José Lanzellotti e, casualmente, com Nico Rosso.
Na infância, as personagens de Luís Sá, publicadas nos chicletes Ping-Pong, "O Amigo da Onça", de Péricles, as obras de Carlos Estêvão e as tiras dominicais de "Brick Bradford", de Clarence Gray, desenhadas por Paul Norris, publicadas no Diário de Pernambuco, entre outros, foram suas primeiras inspirações.
Criou várias personagens (ainda inéditas) e histórias, tendo quadrinizado algumas e publicado nos seus fanzines.
Publicou sua primeira tira de humor em 1976, na revista Masapa, de São Paulo. Seus trabalhos como cartunista e ilustrador sempre se "confinaram" em revistas dirigidas e jornais de bairros, como: Avicultura Brasileira (1976/1977), Revista Banas (1978/1984), Problemas Brasileiros (SESC, 1980), Fazer & Lazer (1981), ITC Notícias (1986/1987), A Gazeta da Lapa (1982), Expressão da Liberdade (Movimento Humanista, 1997/1999),Agenda Bíblica AM Edições (1991) e, em 2000, editado pela Virgo o livro coletivo "Humor Brasil 500 Anos".
Participou de concursos e salões de HQ e humor, do Brasil e do exterior: I Bienal Internacional de Histórias em Quadrinhos do Rio de Janeiro, Salão de Humor de Volta Redonda, Salão de Humor de Caratinga (MG), Salão Internacional do Humor de Piracicaba, Salão de Amadora (Portugal), Mostra de Fanzines e Concurso de Caricatura de Galícia-Espanha, Concurso de Banda Desenhada de Loulé (Portugal), I Concurso Nacional de HQ da ABRA (SP) – classificando-se em três categorias: Charge, HQ e Tiras –, exposição de caricaturas de oriundi do "Projeto By Italy", de Fernando Palmari (SP).
Seu interesse por fanzines veio em 1991, quando assistia a uma entrega do prêmio Angelo Agostini, da AQC-ESP, na Gibiteca Henfil (São Paulo-SP) e viu a apresentação do IQI, de Edgard Guimarães.
Em 1993 publicou seu primeiro zine, o Fã Sim-HQ, para participar da I Bienal Internacional de Histórias em Quadrinhos do Rio de Janeiro. Em 1996 recebeu os prêmios Zodíaco" de "Melhor Editor" e "Melhor Fanzine de 1995".
Em seguida vieram Humorror, Egológico, Túmulos Vazios e o número único de Esses Famosos Desconhecidos da 9ª Arte Brasileira (1999), este, em tamanho A4, com 16 páginas, expondo alguns desenhistas que ficaram conhecidos apenas pelos seus pseudônimos.
Sua grande frustração é ter fundado, com alguns amigos, a APQ – Associação Pró-Quadrinhos, cujas pedras nos caminhos não lhe permitiram alçar vôo.
É autor dos métodos práticos: "390 Acordes de Cavaquinho e Violão Tenor" e "Violão Sem Pestanas", publicados pela Editora Ricordi, de São Paulo, e do libreto "A Saúde Na Alimentação (em versos)", (1989).
Participou das antologias Humor Brasil 500 Anos e Tiras de Letra Outra Vez, publicados pela Editora Virgo.
Na internet, além de "ENCICLOZINES", mantém o sebo virtual "EX LIBRIS" (www.exlibrissebo.hpg.com.br) e criou e editou "A ARTE DE IGNÁCIO JUSTO" (www.ignaciojusto.hpg.com.br) e, de Isaac Huna, desenhista e ex-editor argentino radicado no Brasil, "ISAAC ART" (www.isaacart.hpg.com.br).
JOE NUNES (Joelmo Nunes Machado)
Rio Pardo-RS, 22 de abril de 1976.
Este desenhista, artista plástico e publicitário, desde quando começou a se interessar por fanzines nunca mais parou. Publicou: Centhurion, Iniciativa, Superação, Interzine, P.Q.P., Idearte e o mais recente, Arte Brasil.
Captou algumas influências, no tocante a roteiro, de Stephen King, Clive Barker, grant Morrisson e Frank Miller. Nos traços, o próprio Miller, George Pérez, Emir Ribeiro, Mozart Couto e Bill Sienkiewickz. É claro que tem seu estilo, com grande personalidade artística.
É, também, argumentista e criador de dezenas de personagens. Segundo ele, as que mais se detacaram foram: "O Sentinela", ""Mercenário", "Mitho", "Marfine" e "Pandora".
Em parceria com o amigo e roteirista eduardo Amaro criou um grupo de heróis, "Proteus" ("Ludus", "Athena", "Feiticeira", "Senhor do Temp" e "Andrômeda"), que seria um grande sucesso se tivesse sido criado por algum Akira da vida e nos fossem servidos via "telinha".
Sua escolaridade não passou do curso médio, todavia, há poucos com o seu grau de conhecimentos gerais.
Domina as técnicas acrílica e óleo sobre carvão e tela nos vários trabalhos surrealistas e simbolistas.
JOSÉ NOGUEIRA
Santos-SP, 6/5/1962.
É escritor, poeta, criador de personagens (“Bangerlongo”, “Dick and Pussy” e “As Camisinhas Falantes”) e o primeiro fanzinista a editar em fita cassete e VHS.
Foi por volta de 1977 que começou a ver que os fanzines é a mais democrática forma de expressão. E, como não podera deixar de ser, desde então, tem publicado suas idéias e as de alguns amigos e colaboradores, desde as suas variadas influências musicais à mais contundente crônica do cotidiano.
Nasceram, em parceria com Sílvio Passos: Outlaws (Fora-da-Lei), Demon & Wizards (homenagem à banda “Uriah Heep”), Pirata (microjornal) e Newspop (década de 1970); Metamorfose, com Sílvio Passos (publicação oficial do “Raul Rock Club”, fã-clube de Raul seixas), na década de 1980; Johnny B. Good Zine, Banger B. Good Especial (com uma HQ da personagem “Bangerlongo” - espelho da mutável personalidade humana, cujas formas e estilos que encarnava de pessoas queridas eram uma homenagem à genialidade e à loucura de cada um), o consagrado Delírio-Cotidiano Zine (quase três dúzias de edições), Na Veia, Sem Anestesia Zine (os números 16 e 17 foram editados num único fanzine, com duas capas), Rock-On Zine, Blues Press, Delírio-Áudio-Zine (em fita cassete), contendo entrevistas, divulgação de espetáculos, lançamentos diversos, zines, demos etc., Arquivo Geral Vídeo Zine (em VHS, relançado em 2001), na década de 1990; Dick and Pussy HQ Zine, Rima Negras e Poeróticas, com Eduardo Manzano, Heavy Metal, com Reginaldo Leme, na década de 2000.
Editor compulsivo, já participou de dezenas de fanzines de terceiros, como: Marsupial, Boca Suja, Lady of Me Flowers, Tom Zine, Informativo Cultural Pop e Anta Comics, além dos curtas-metragens: “Maconheiros” (40 min.) e “Os Reacionários” (40 min.), de “Daddy Inc. S/A.
Foi editor de Blues & Rhythms Magazines (Editora Abraxas, 1996).
Na sua incansável luta pelos caminhos fanzinísticos, foi um dos organizadores da “II Mostra Internacional de Fanzines”, na Livraria Futuro Infinito, de São Paulo-SP, em no mês de julho de 2000.
É, também, conhecido como Zinerman.
j.anogueira@ig.com.br ou josezinermanogueira@bol.com.br.
JOSÉ PINTO DE QUEIROZ FILHO
Salvador-BA, 6/1/1937.
É médico, doutorado, e professor de Medicina.
Casado e pai de três filhos.
Começou a se interessar por fanzines a partir de 1991, e nunca mais parou.
Segundo ele, desenha muito pouco. Quando faz suas HQ, trabalha com colagens, o que o leva a se enquadrar mais como designer gráfico.
Seu herói predileto é "Mr. Justice" ("O Justiceiro"), quando ainda não tinha se tornado no "... atual promotor carniceiro que tomou a lei nas próprias mãos..."
Ficou conhecido no País inteiro como o editor dos famosos fanzines PORTAIS, onde tem feito um excelente trabalho escrevendo sobre histórias em quadrinhos - com ênfase nas "Idades de Ouro e de Prata" (1930/1970), mas, não se descuidando das atuais - e cinema, mantendo-lhes as mesmas características.
Tem acompanhado, como admirador e pesquisador, os desenhistas das citadas "idades" e alguns da atualidade.
Seus principais passatempos são os quadrinhos, o cinema e as boas amizades.
Criou e manteve, durante alguns anos, o conhecido e prestigiado prêmio "Zodíaco", desejado por fanzineiros e editores do underground nacional.
Seus fanzines fazem parte dos mais bem-cuidados e mais caros do mercado, cujos requintes e sérias informações cativaram os seus fiéis assinantes.
LEONARDO (Leonardo Pereira de F. Campos)
São José dos Campos-SP, 9/6/1985.
Foi fisgado pelo mundo fanzinístico quando decidiu escrever um artigo sobre sua personagem predileta de histórias em quadrinhos, “Tex”. O passo seguinte seria enviá-lo para alguns amigos e correspondentes que, como é comum acontecer no mundo underground, mandaram-lhe endereços de fanzinistas. Mais tarde, já conhecendo o IQI (hoje, sem o primeiro “I”), começou a receber pedidos e fanzines, de todo o País, aumentando seu acervo e sua necessidade de continuar sua rota.
Publicou o zine 30 Anos de Tex no Brasil, três edições de IAQ (e um especial) e está preparando um novo especial, desta vez, sobre “Zagor”.
É argumentista - ainda inédito - e criou a personagem “Colt Vingador”, cowboy inspirado nas HQ que leu, principalmente as da década de 1950/1960.
Suas principais influências foram Gian Danton e Luigi Bonelli, criador de “Tex”.
Segundo ele, seu maior sonho é ver um editor brasileiro pisar na cabeça de um editor americano, no sentido editorial, é claro!
LIO (Lio G. Bocerny)
São Lourenço do Sul-RS, 20/11/1942.
Sua contribuição principal ao mundo fanzinístico se deu no âmbito do colecionismo, principalmente, da 9ª Arte.
A paixão pelas histórias em quadrinhos - que começaria a partir dos seus sete anos de idade, ainda na época da alfabetização - seria, alguns anos depois, uma ponte via correios entre ele - um dos maiores colecionadores brasileiros - e outros milhares de aficionados, inclusive do exterior, muitos deles se tornando grandes colecionadores e pesquisadores, depois de terem tomado conhecimento do que se publicava no Brasil e no mundo, em todas as épocas, desde as “narrativas figuradas”, todos eles bebendo da mesma água inspiradora que beberam os grandes mestres dos quadrinhos universais.
É bacharel em Administração de Empresas, casado e tem três filhos e uma neta.
Na área literária, publicou seis livros. Como colaborou de fanzines, jornais e revistas, foi responsável por dezenas de artigos. Dos veículos em que publicou, a revista Contato Vip foi quem mais o projetou.
Suas listas de quadrinhos e álbuns (manuscritas, exibindo sua excelente caligrafia) percorrem, periodicamente, os mais longínquos recantos brasileiros e internacionais).
LUGA (Luiz Eduardo Lopes de Castro)
Vassouras-RJ, 15/8/1953.
Seus primeiros "mestres" do desenho e das HQ foram os quadrinistas da sua época, considerados os maiores expoentes artísticos até hoje.
Trabalhou como artista gráfico, sempre exercendo funções variadas, desde ilustrações de capas de livros a cartazes promocionais de eventos.
Entre 1980 e 1981, esteve publicando seus trabalhos na Editora Vecchi.
Seus temas favoritos para as histórias em quadrinhos são os assuntos militares e tudo que envolva armamentos, antigos e modernos, sua especialidade.
É fã do também especialista em material bélico e aviação, Ignácio Justo, das antigas publicações da Editora Taika, entre 1960 e 1970.
Foi um dos principais colaboradores do fanzine Aventura.
JOSÉ MAGNAGO

Castelo-ES (2/3/1945)
Fez seus primeiros estudos na sua terra natal, até 1968, porém, foi em Cachoeiro de Itaperimim, onde fixou residência, que se formou em Direito.
Foi funcionário do Banco do Estado e, há anos, é Titular do Cartório de Registro Civil e Tabelionato de Vargem grande de Zoturno, distrito de Cachoeiro.
É editor de dois consagrados fanzines: Devorador de Gibis e O Castelo de Recordações.
Mesmo com toda sua vida atarefada, encontra tempo para publicar seus zines, segundo ele, com o apoio de sua esposa, Rita, que muito o ajuda nos trabalhos de confecção – fato raro entre as mulheres de fanzineiros –, que se desdobra para cuidar dos dois filhos e do hobby do marido.
Magnago é um dos mais conceituados divulgadores de quadrinhos, nacionais e importados, sempre incentivando – com palavras ou pagamentos – a produção underground.
Declara-se como fã e leitor assíduo de zines, destacando Fã Sim-HQ e Túmulos Vazios, de Jodil.
MARAT (Marcelo Marat)
Belém-PA, 1/7/1967.
É escritor nato. Ciente do que quer, é escrevendo que pretende viver, tirando seu próprio sustento da arte que abraçou. Embora só tenha, até o presente, terminado o 2º grau (colegial), tem provado que a inteligência e a competência lingüística nada tem a ver com o grau de escolaridade.
Começou a se interessar por fanzines em 1989, quando editou seu primeiro, todavia, só tomou gosto, realmente, pela modalidade de publicação a partir de contatos com outras produções, já em 1991. Vieram, então, Ecos do Nada (assuntos gerais), Lírios no Lixo (poesias), Será o Benedito? (biografia do quadrinista Bené Nascimento), A Estranha História do Garra Cinzenta (quadrinhos), Fractal (quadrinhos), Xibé (quadrinhos), Número Único (quadrinhos), Masurpial (poesias) e O Inquilino (quadrinhos).
É um dos maiores argumentistas do underground, criador de várias personagens, como “Janaína”, “La Selva”, “Mal”, “Pigg & Meka” e “Emílio e Seu Cão”.
Suas pirincipais influências foram: Machado de Assis, Ingmar Bergman, os irmão Hernandez.
Profissionalmente, publicou, no jornal O Liberal, de Belém, a personagem “La Selva”, ainda hoje lembrada pelo público aficionado.
Continua casado, apenas, com sua arte.
MARCELO (Marcelo Simão Branco)
São Paulo-SP, 6/1/1968.
Formou-se em Jornalismo e Ciências Sociais e fez mestrado em Ciência Política, na Universidade de São Paulo (USP).
Por volta de 1986, ao conhecer o fanzine Somnium, do Clube de Leitores de Ficção Científica (de quem foi Secretário-Executivo, de 1997 a 99), começou a se interessar por publicações alternativas do gênero, principalmente.
Publica, desde novembro de 1988, o consagrado fanzine Megalon (detentor de 7 Prêmios Nova, em seus 10 anos de existência, na categoria “Melhor Fanzine”), sobre literatura de ficção científica e horror. Até o fim de 2001, chegaram às mãos de seus aficionados assinantes 63 edições.
Co-editou, em 1999 e em 2000, com César Silva – o cartunista-editor-escritor “Cerito” –, a Coleção Fantástica, uma série de seis libretos, de tiragem limitada, contendo novelas de ficção científica e horror, de vários autores brasileiros. Ainda, entre 1996 e 1997, com César, editou, pela Escala, a revista HorrorShow. Todas estas revistas tiveram circulação nacional.
Escreveu diversos artigos sobre literatura e cinema de horror e ficção científica em outras revistas: MovieStar (1999-2000), Quark (2001), Sci Fi News Contos (2001) e Sci Fi News (2001).
É um dos sócios-fundadores da editora Ano-Luz, de onde saíram quatro livros, desde a sua fundação, em 1997: “Tropas Estelares”, de Robert A. Heinlein (1998), “Outras Copas, Outros Mundos”, uma antologia de contos de FC, com tema de futebol (organizada e editada por ele, em 1998), “Phantastica Brasiliana”, antologia organizada por Gerson Lodi-Ribeiro e Carlos Orsi Martinho, em 2000 (histórias alternativas sobre os 500 anos do Brasil), a antologia de contos de viagem no tempo, “Intempol”, organizada por Octávio Aragão, em 2000, a “Coleção Terra Incógnita”, livros de produção modesta e de baixas tiragens, co-edição, abrindo as portas da editora para outros autores brasileiros.
É um dos sócios-fundadores da Sociedade Brasileira de Arte Fantástica (SBAF), responsável pela realização de quatro convenções nacionais de horror, as HorrorCon (1995-98), convenção brasileira de ficção científica (BrasilCon, em 1995 e 1998) e uma convenção nacional sobre Perry Rhodan, a RhodanCon (1994). Organizou, em 1998, o livro “Prêmio Nova: Os Primeiros Dez Anos”, uma coletânea dos contos vencedores do prêmio, editado por Edgard Guimarães.
MARCÍLIO TABOSA de Castro
Ceará, 1967
Artista completo, escreve e ilustra sua histórias. Trabalha muito bem com pincéis.
Aos 18 anos de idade já estava morando em Ceilândia (DF), de onde enviava a seus amigos fanzineiros o zine Saga, que editava em parceria com outros aficcionados das histórias em quadrinhos.
Apesar de rabiscar desde a infância, foi aos 15 anos de idade que, realmente, começou a levar a sério o desenho, como forma de expressão.
Trabalhou como cartazista de supermercados, muito antes de se tornar o exímio desenhista que é, hoje.
Colaborou com vários zines, como o Aventura.
Há alguns anos anda afastado do meio zinístico.
MASP (Márcio Sennes Pereira)
São Paulo, 2/2/1972.
Desde criança vem se dedicando ao desenho, buscando, sempre, aprimorar seus conhecimentos dentro do que se porpôs fazer. Para tanto, estudou Desenho artístico e Publicitário na Academia Brasileira de Arte, uma conceituada escola de São Paulo, além de estar fazendo um Curso Superior.
Para sobreviver, trabalha como free-lancer como ilustrador, cartunista, caricaturista e quadrinista.
Publicou em diversos fanzines, seus e de terceiros, sempre compondo seus roteiros com grandes doses de sarcasmo, críticas a politicagens e, ao mesmo tempo, seguindo a famosa "linha MAD", para quem seria um grande colaborador.
Como escritor, é hábil com as palavras e um grande criador de personagens, destancando-se "Beirute", "Messias", "Sr. Fúria" ("Mr. Rage") e "Pigg & Meka", em parceria com o zineiro paraense Marcelo Marat.
Seus trabalhos podem ser encontrados em algumas revistas de porte, como Mestres do Terror e Calafrio (D-Arte), Almanaque de Terror (Hamasaki), HQ (Escala) e em várias revistas da Press.
Participou de vários salões de humor, tendo sido premiado com o 2º lugar, na categoria "Charge", no X Salão Carioca de Humor.
É editor do fanzine Zonna.
MAURO Henrique Souza da Silva
Valença-RJ, 6/12/1966.
Os super-heróis foram seus primeiros atrativos para o desenho e as histórias em quadrinhos, desde muito cedo.
Aos 18 anos de idade publicou seu primeiro trabalho num jornal de sua região, patrocinado por uma loja tradicional. Tratava-se de uma história de uma personagem sua chamada "Diro", um herói mascarado que tinha como principal inimigo o "Louco Assassino".
Por volta de 1985, começou a desenvolver trabalhos e pesquisas sobre Ficção Científica, já no período em que prestava o serviço militar.
Foi um dos colaboradores do consagrado fanzine Aventura.
MICHÈLLE DOMITT Gugik
Paraná, ...
Psicóloga, Professora universitária, Consultora Educacional e Mestrada, vive em Florianópolis-SC. Trabalha, também, como consultora do Estado.
Começou a desenhar aos 13 anos de idade.
Publicou seu primeiro desenho aos 19 anos, pela Abril Jovem, em Espada Selvagem de Conan, e, incentivada, passou a participar de vários fanzines e publicações alternativas.
Criou, em 1994, o fanzine VOYEUR - circulando até 2003 -, em cujas páginas desfilaram alguns dos seus ídolos e referências: Júlio Shimamoto, Elmano Silva, Laudo, Eugenio Colonese, Mike Deodato, Mozart Couto, Watson Portela, entre outros.
Seu interesse pela 9ª Arte, especialmente, começou ao ler os gibis da "Mulher-Maravilha" (Dick Giordano e Ross Andru), quando se exercitava lendo, redesenhando e modificando as histórias.
Na área cinematográfica, assistiu e tem selecionados mais de 7.000 filmes, como diversão e, é claro, como aprendizado.
Dentre as suas principais influências destacam-se José Garcia Lopez, Keith Pollard e Alan Moore.
Seus desenhos exóticos se tornaram "marcas registradas" nas sua obras - caminhos seguidos por não querer obedecer às "regras" acadêmicas. Segundo as suas observações, sempre haverá público para todos os gostos.
Considera o seu melhor trabalho "Trinta Moedas", inédito.
Um dos fatos mais pitorescos do período em que publicou seu fanzine foi, segundo ela, o rigor e o compromisso histórico na pesquisa de um roteiro seu, feita pelo desenhista Laudo Ferreira Jr.: "Ele desenhou 2000 quadradinhos no mosaico que (teimava) deveria estar na parede, quando "Juna", a pirata, passasse. Laudo achava que a arquitetura da época possuía esse tipo de adorno, então, resolveu fazer... O pior sobrou para o seu amigo e artefinalista Omar Viñole, outro grande artista e, também, criador de personagens e dezenas de histórias.
"... a maioria dos homens importantes dos quadrinhos alternativos me ignora e nem cita o meu nome pela contribuição que dei, especialmente no movimento de organização dos fanzines (movimento que eu criei, em 1999), e que levou Edgard Guimarães a continuar o processo, transportando os debates para o QI...", afirma, com uma pitada de mágoa, normal para quem, como poucos, contribuiu para a vida do mundo underground brasileiro.
Watson Portela, segundo ela, é o artista brasileiro que mais condições tem de fazer um "trabalho de fôlego".
PAULO RICARDO Santana
São José do Rio Preto-SP, 29/8/1970.
Seu primeiro contato com fanzines foi em 1987, passando a adotar esta forma de expressão artístico-cultural como seu principal meio de comunicação. Desde então, tem se dedicado a esta modalidade de publicação alternativa.
Em 1997, publicou Halaesus e, mais posteriormente, Beloved, sempre voltados à cultura gótica.
É escritor e roteirista.
Suas principais influências vêm das bandas de ghotic rock.
Para aprimorar seus trabalhos, fez alguns cursos, inclusive de computação gráfica.
Artista de cultura sólida e variada, ultrapassa os limites dos dois anos do curso superior de Geografia que, até o presente, permanece em estado de hibernação.
RENATO ROSATTI
São Paulo-SP, 30/5/1968.
Iniciciou-se no campo do fanzine em novembro de 1988, na co-edição de Megalon, com Marcello Simão Branco, em cuja atividade permaneceu até 1991.
Edita um trio de zines de horror e ficção científica: Juvenatrix, desde 1991, já está com mais de seis dezenas de edições - próximo de 1500 páginas publicadas, contendo artigos de cinema e literatura, contos, quadrinhos e ilustrações. Deste, lançou, em maio de 2001, uma edição especial com 202 páginas, capas coloridas e encadernada em espiral; Astaroth, criado em janeiro de 1995, xerocopiado, com artigos, histórias e desenhos, em 4 páginas, faz uma intensa divulgação de toda e qualquer produção alternativa, bandas, eventos etc., de todos os ramos de atuação, propiciando grande quantidade de contatos; Carnage, de janeiro de 2001, com suas 54 páginas encadernadas em espiral e capa em papel azul, é sua mais recente publicação. Traz dezenas de textos, entre artigos de cinema e contos escritos pelo editor desde 1988.
Nos seus fanzines há uma enorme gama de material escrito por ele e por escritores e fãs do gênero fantástico, de todo o Brasil, exceto o Carnage, que não tem periodicidade e foi criado com o objetivo de publicar uma compilação de textos do editor.
Participou da co-organização da “HorrorCon I”, em São Paulo (março de 1995), uma convenção de horror no cinema, literatura, quadrinhos, RPG, e diversas outras formas de expressão. No evento, foi o Fã-Convidado de Honra e o Convidado de Honra foi o cineasta José Mojica Marins, o “Zé do Caixão”. Houve, apenas, três edições da convenção. Delas, participou como colaborador e palestrante.
Na “II Mostra Internacional de Fanzines”, na Livraria Futuro Infinito, São Paulo-SP, em 01/07/00, foi um dos debatedores convidados.
Tem vários artigos de cinema e heavy metal publicados nas extintas revistas Horrorshow e Terror Magazine, da Editora Escala (“Horror Metal”, “A Macabra Arte do Caos”, “Boris Karloff, o Monstro de Frankenstein”, “O Aristocrático Vincent Price” e “O Abominável Dr. Phibes”.
Debateu os temas “Fanzines” e “Horror”, em janeiro e março de 2000, respectivamente, em duas edições do programa “ABC do Brasil”, da TV São Caetano do Sul, canal 45, UHF (SP).
Sua fluência nos citados gêneros o levaram a fazer os textos de apresentação do filme “Halloween” (VHS), de 1978, relançado no mercado pela Reserva Especial, e mais 45 textos, entre artigos e resenhas curtas de cinema - a maioria de ficção científica e horror - publicados no site www.cinema.art.br, na seção “A Voz do Cinéfilo”.
É formado em Engenharia Mecânica.
RICARDO FRANTZ (Ricardo André Frantz)
Caxias do Sul-RS, 10/2/1964.
É formado em Artes Plásticas, funcionário público e músico.
Começou a se interessar por intermédio de um amigo, editor, que, segundo ele, lhe deu o primeiro “empurrão”.
Desde então, já publicou algumas dezenas de edições do Lovisol, e algumas de derivações, como O Punhetinha e outros (sem nomes), entre 1995 e 1997.
Criou, basicamente, tudo; desde o texto até os desenhos e a concepção geral.
Todos contêm muito material de colaboradores de outros fanzineiros, principalmente de Daniel Barbosa (Alagoínhas-BA), de Zloty Zinações Artísticas, Flávio Barreto (SP), editor de Amadeu, bastante conhecido dos aficionados, e Marcel Pauluk (Curitiba-PR), editor de Papakapika.
Criou algumas personagens instáveis, nascidas das colaborações com o Amadeu, de Daniel Barbosa. “As Criaturas de Vênus””Elesbão” e “Dona Coisa”, no entanto, foram as mais duradouras, prometendo retornos esporádicos.
Os zineiros que mais o influenciaram foram: Marcelo Birck, também músico, líder da banda aqui de POA Graforréia Xilarmônica, de sua cidade, Poá-RS, com quem tocaria violino, já na sua outra banda.
Sua opinião sobre publicar em revistas é: “Nunca publiquei em revista. Acho que revista mata o zine”. Acha que um bom zine deve ser “uma coisa meio porca, mas cheia de tesão, e, por isso, incompreensivelmente luminosa e bela”, não importando os assuntos... A diferença é como a intensidade resulta nos vários planos e a forma. Segundo ele, criar é, de certa forma, brincar. “O melhor zine é o original, único, porque aí se sente o toque da mão do artista; tem muito tato envolvido”, afirma, categoricamente.
ROBERTO GUEDES (Roberto Carlos Guedes)
São Paulo, 18/12/1965.
Os fanzines entraram na sua vida em 1987, começando com Alegoria, de Wilson Costa. No ano seguinte, publicou seu primeiro zine, o Status Quo Comics , que teve a duração de 10 edições, até meados de 1992. Depois, vieram cerca de 50 títulos, desde informativos a reedições de quadrinhos clássicos.
ROCCO (Luigi Rocco Pasquale Recine)
Ao contrário da maioria dos fanzineiros, começou a publicar seus trabalhos em gibis, da extinta editora Grafipar, em 1980.
Desde então, participou de várias revistas alternativas e fanzines, como: Quadreca, Habra Quadrabra, Agraf Quadrinhos, Armário Mecânico, do qual foi editor, Historieta, Psiu, QI etc.
ROVEL (Rogério Gonçalves Velasco)
São Paulo-SP, 30/1/1975.
Nasceu no tradicional bairro do Bexiga, do saudoso Adoniran Barbosa.
RUBY (Ruby Felisbino Medeiros)
Desde o começo do seu aprendizado escolar se apaixonou por livros e, conseqüentemente, pelos estudos.
Tako X (Edson O. Takeuti)
Tem publicado, como desenhista e roteirista, "Espumoso e seus amigos", "Where's the Joke?", "Sonho de Viver" e a coletânea "Marcozinho & Seus Amigos", desde a segunda metade da década de 1996. Colaborou com a revista Mad nos números 87/88/89 e 96/97/98 como capista e desnhista de sátiras, colaborou também com os jornais "O Nicolau" (1985), "O Estado do Paraná" (1986-87), "A Folha de Londrina" (1988), "Gazeta do Povo" (1989-2001) e com diversos outros jornais e revistas no Japão entre 1989 e 1994: Jornal Tudo Bem, Hot-Dog, Hiragana-Times (como criador e desenhista das capas, durante 3 anos), FM Station, MAC Power, New Flix, entre outros.
TARCÍLIO DIAS (Tarcílio Dias Ferreira)
Sempre compensou a deficiência da escolaridade, comum no País, lendo muito. Aprimorar e conseguir novos conhecimentos em livros, jornais e revistas foram suas prioridades, cujo aprendizado se incluíam outros meios, como o cinema, a televisão e, é claro, as HQ.
TINA ROSA (Maria Cristina Rosa Adami)
Editou, com Luiz Saulo Adami, seu marido, o fanzine Century City News, dedicado às series de cinema e TV “O Planeta dos Macacos” (1968-1976).
É formada em Pedagogia e Artes Práticas.
Wellington Srbek
É historiador, formado pela Universidade Federal de Minas Gerais, quadrinista (argumentista e desenhista) e um dos mais conhecidos fanzinistas brasileiros. Está entre os maiores autores de histórias em quadrinhos da sua geração.
Sua mais conhecida personagem é "Os Protetores", publicada no gibi homônimo, em impressão off-set, de pequena tiragem.
Publicou, também, "Meteoro", outra personagem bastante conhecida no meio alternativo.
Teve como companheiros e colaboradores alguns nomes de porte, como: João Prado, André Valle, Marcelo Borba e Reginaldo Borges.
É um dos mais conhecidos e respeitados artistas gráficos do mundo
Casado, ensino médio completo e técnico em processamento de dados, fez dois anos de História na Universidade São Marcos (SP) e Inglês no Cel-Lep.
Atua, profissionalmente, como roteirista de HQ (Studio Helenko), empresa da área publicitária.
Começou o ano de 2002 com uma Graphic Novel , pronta, em comemoração aos 40 anos do "Vigilante Rodoviário".
Produziu vário "sitcons" pilotos para TV. Anteriormente, como autônomo, fez hisatórias para as editoras GD, Phenix e Ninja.
Publicou em Udigrudi e Udigrudi Especial (1989/1990).
Maníaco por quadrinhos, acabou sendo proprietário de uma banca, a "Fire Comics", especializada em HQ, somente dela se desfeito em 2001.
Como desenhista, diz que foi influenciado por John Romita Sr., Jack Kirby, John Buscema e Neal Adams; como roteirista, por Stan Lee e Roy Thomas.
Participou, como debatedor, do 2º Conaqui, na Gibiteca Henfil (SP), com Ota e Marcelo Campos.
São Paulo-SP, 1/07/1963.
Teve trabalhos selecionados em vários salões de humor, dentre eles, os de Ribeirão Preto (menções honrosas), Campinas (prêmios), Franca, Jundiaí, Belo Horizonte e Piracicaba.
Foi editor da revista de passatempos Stripolia.
Atualmente, trabalha com publicidade e é ilustrador de várias editoras: Abril, Trama, Nova Sampa, Salles etc.
Participou dos livros "Humor Brasil 500 Anos", "2001 Uma odisséia no Humor" e "Humor Pela Paz", publicados pela Editora Virgo (2000 e 20001).
Seus trabalhos podem ser vistos na página de humor RIO, da Tribuna, de Piracicaba (SP), e na revista Humor e Amigos, de São Caetano do Sul (SP), e, ainda, no seu site: http://humorama.vila.bol.com.br.
Iniciou sua carreira publicando fanzines em 1992 (no colégio) e continuando em 1994 (já cursando Odontologia) lançou o fanzine Catzu!, que após 3 números, foi reformulado e tornou-se o SLAM! que perdurou de março de 1995 até julho de 1998 (com 17 edições). Neste período, além do SLAM! Rovel publicou em cerca de 120 fanzines brasileiros (29 auto-editados), 10 fanzines esrangeiros e 3 revistas independentes.
Em 1995 iniciou o trabalho de ilustrações editoriais com o livro "Natação segundo a Psciomotricidade" e a capa do livro "Brincar, Um despertar Psicomotor" (1997), pela Editora Sprint do Rio de Janeiro. Também em 97 ilustrou uma "Cartilha de Higiene Oral", distribuida em escolas e empresas de São Paulo.
Em 1998 lançou o cd-rom SLAM! (HQ Mix de Melhor fanzine) e começo em 1999 o livro "Placebo", com uma compilação de quadrinhos produzidos entre 1997 e 1998. Participou ainda do Almanaque Entropya (Junho de 1999).
Rovel, atualmente, exerce a função de odontólogo, afastando-se de suas atividades fanzinísticas, deixando órfãos os fãs de seus quadrinhos e de seu site "LaGarTiXa Quadrinhos".
Caxias do Sul-RS, 31/8/1924.
Formou-se em Ciências Contábeis e Medicina e, como não poderia deixar de ser, fez algumas dezenas de cursos intensivos de especializações, principalmente na área médica.
Hoje, devidamente aposentado, divide seu tempo como escritor e editor de fanzines, outra paixão que, como ele afirma, vem do “viruszine”, um poderoso ser microscópico que apodera-se dos intelectos privilegiados e os transformam em portadores e divulgadores das culturas universais.
Foi professor e secretário de cultura, é consultor de Português, com vários livros técnicos publicados, inclusive dois livros de ficção científica.
Começou a editar fanzines em 1950, exclusivamente para estabelecimentos de ensinos secundários de sua região (“Circulares A.S.E.E.S”). Em seguida, publicou Jornaleco, das “Patrulhas do Verde”, um dos primeiros defensores da ecologia brasileira.
É casado, tem três filhos (médicos), e, até o presente, sete netos.
Seu primeiro fanzine de circulação nacional foi Notícias... do Fim do Nada, de ficção científica, iniciado em 1991, divulgando e catalogando livros e coleções antigas, contos, e tudo o que se relacionasse com a ficção e o fantástico. Este título foi inspirado no livro “Projet Pope”, de Clifford D. Simack, onde narrava a história de um pequeno planeta localizado no fim de uma distante galáxia... No fim do nada (Projeto Papa, Coleção Argonauta nºs 311 e 312). Até 1993, publicou desde “Laboratório-escola de Ficção Científica Robert A. Heinslein” a contos publicados na revista Seleções do Reader’s Digest, passando por Edgar Allan Pöe, R.P. Lovecraft e Isaac Asimov,
entre outros, prosseguindo sua triunfante trajetória até esta edição.
Editou dois livros de ficção científica, fazendo parte do acervo nacional do gênero.
Curitiba-PR, 24/7/1965.
Fez ainda trabalhos de ILUSTRAÇÃO COMERCIAL para Xerox Japan, Mitsubishi, Mercury Software, Volvo do Brasil, Bamerindus, Vasp, Governo do Estado do Paraná, Prefeitura da Cidade de Curitiba, entre outros. Participou também de diversas exposições individuais e coletivas.
Campinas-SP, 2/6/1965.
Fez cursos de Publicidade e Histórias em Quadrinhos no Colégio Evolução (Bello-Art), de Campinas, resultando em maior expansão do seu irrequieto poder criativo.
Debutou no mundo dos fanzines em 1987, quando estudava desenho artístico, por saber que aquela seria sua mais imediata forma de publicar seus quadrinhos e expor suas idéias. E, até o presente, fez entrar para o acervo fanzinístico nacional os títulos: Emoções, Comic Books, Aventura e Sexo e Os Mestres dos Quadrinhos e Suas Biografias.
É argumentista, autor das personagens “O Homem-Lagarto” (um clone de um cientista que teve suas células alteradas, tornando-se superior à raça humana), “Daisy” (uma vampira que tem como objetivo encontrar e destruir o “Conde Drácula”, que a transformou em morta-viva) e “Pinguinha” (uma sátira aos alcoólatras) e desenhista, todavia, se acha mais apto a passar para o papel os textos de outros autores.
Foi influenciado por Mozart Couto, Rodval Matias, Rodolfo Zalla e John Buscema.
Publicou a HQ “A Maldição” em Mestres do Terror nº 49 (Editora D-Arte, 1989) e colaborou com dezenas de fanzines.
Itajaí-SC, 8/1/1965.
Com ele, criou o cine clube postal "Planet of the Apes
Brazilian Fan Club", em novembro de 1984.
É fotojornalista, com experiência em jornais diários e semanários e em
assessorias de imprensa sindical de Santa Catarina.
Tem trabalhos publicados nas revistas Imprensa, Fan News,Cães e Cia. e Animais e Cia (São Paulo-SP), Sete - A Quinzena em Revista(Brusque-SC) e nos fanzines Century City News (1985-1987) Century City News - Segunda Série (1994-1995) e Century City News - International Edition (1997-1999), em Brusque-SC, dos quais também foi editora, Ape Chronicles (Canadá) e Simian Scrolls (Inglaterra).
É autora dos livros “Tina: Antologia Poética” (1982) e “Ressurreição dos Enforcados: A Poesia de Max Theodoro por Luiz Saulo Adami – Poesia Completa” (1988), co-autora dos livros “Nosso Pequeno Grande Mundo” (1983), “Chorinho” (1989) e “Carimbos e Panfletos” (1989), co-editora do livro “O único humano bom é aquele que está morto!” (1996).
Tem participado e promovido exposições de artes e fotojornalismo em Santa Catarina. Participou, também, da criação da convenção “Astronomia e Cinema – Ciência e Ficção Científica” (2000-2001), com Adami e o astrônomo Silvino de Souza, do Observatório Astronômico de Brusque “Tadeu Cristóvam Mikowski” e do Clube de Astronomia de Brusque (Cab) e co-produziu a mega-exposição “A Casa do Macaco” (20 de agosto a 15 de setembro de 2001).
Embora, apesar de tantos anos decorridos, ainda não esteja consolidado, profissionalmente, na 9ª arte, é detentor de vários prêmios, inclusive no exterior, com uma invejável carreira – em se tratando de reconhecimento artístico –, mormente no universo underground.
Seu principal passaporte para o sucesso veio, timidamente, no lançamento do seu excelente trabalho como argumentista, publicado no álbum Estórias Gerais – lançado em 27 de setembro de 2001 –, uma excelente aventura no sertão de Minas Gerais, numa narrativa quadrinística exuberante (Wellington Srbek & Flavio Colin, apoio da Lei Municipal de Incentivo à Cultura da Prefeitura de Belo Horizonte). A história, vivida na década de 1920, devidamente encaminhada ao grande mestre dos quadrinhos nacionais Flávio Colin, que, obviamente, destilou toda a sua criatividade nas dezenas de pranchas, como se fora aquela sua maior façanha nas HQ.
Como editor de fanzines, tornou-se, rapidamente, um dos mais conhecidos.
Suas publicações são muito bem cuidadas e bastante ecléticas. Replicantes, Ideário e Ágape, sem dúvida, podem ser considerados como um dos melhores fanzines brasileiros.
Solar, Caliban, a revista Mirabilia dos Fanzines e o citado álbum foram seus mais consagrados trabalhos alternativos.
Recebeu o troféu "HQ Mix" (2002), na categorias "Melhor Roteirista Nacional" e "Melhor Graphic Novel Nacional", com "Estórias Gerais".